domingo, 18 de outubro de 2009

"Eu e o meu eu"


Eu e o meu eu.
O meu “Eu” hoje está construindo o meu “Eu” do amanhã.
Estou com as mãos na minha massa.
As minhas escolhas são os meus tijolos.
O que serei está em aberto...
Tenho liberdade. Sou livre para ser!
Escolho construir-me comprando de graça, o que preciso na Palavra de Deus!
Ela me refaz!
Escolhi a fé para ser um ser a vir a ser.
“Este é o meu Devir”.
Minha escrita tem a influência de:
Beauvoir – Uma mulher, impressionante e errante!

“Chamar uma pá de pá.”
É falar a verdade! É um compromisso!
Sinceridade consigo mesma era sinequanon para Simone de Beauvoir. Uma promessa feita a si mesma.
Estou falando sobre uma mulher que na década de trinta, Séc.XX, já pensava diferenciado sobre seu eu, sendo mulher. ,
Foi ela quem primeiro levantou a lebre, referindo-se à mulher como sendo o segundo sexo. Uma classe inferior. Não que concordasse com isso, mas justamente o seu contrário.
Beauvoir queria a verdade!
Qual verdade?
Aquela aprendida com os homens!
Paradoxo patético!
Foi com Sartre, seu amante e amigo de todos os tempos, que aprendeu e posicionou-se em relação ao seu eu no futuro.
São delas estas palavras:
“Para mim, uma escolha nunca é final: está sempre sendo feita (...). O horror da escolha definitiva é que envolve
Não só o eu de hoje, mas também o de amanhã...”
Ela escolheu caminhos de solidão!
Simone buscou por algumas vezes a paz da tranqüilidade das certezas da fé, mas dizia o seguinte:
“Não quero acreditar: Um ato de fé é o ato mais desesperado que existe e quero que meu desespero pelo menos conserve sua lucidez. Não quero mentir para mim mesma.”
Triste, muito triste, o existencialismo. Mantém as pessoas aprisionadas no hoje que é efêmero.
Viveram e morreram para um hoje que já não existe! Beauvoir e Sartre!
A fé que rejeitaram era a única coisa que os salvariam de uma existência miserável.
A fé nos registra no Reino de Deus!
Fé é chamar pá de pá!
Estando certa errou ao ignorar o conhecimento espiritual da vida.
O nosso eu é semelhante a Deus!
É Divino e também humano.

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