sábado, 3 de abril de 2010

A pesar...

A pesar de amanhecer está escuro por dentro.
A pesar de sermos irmãos, não somos amigos.
A pesar da vida, a morte não exita.
A pesar de chover, a terra está seca.
A pesar da ajuda, o socorro não basta.
A pesar do remédio, a ferida não sara.
A pesar da canção, o coração não se alegra.
Então,
A luz resplandeceu nas trevas.
Os amigos se fizeram irmãos.
A morte foi vencida.
A terra seca tornou-se mananciais.
O socorro atendeu.
A ferida sarou.
O coração se alegrou.
Foi assim que,
Os mortos ressuscitaram.
As vestes embranqueceram.
Os caminhos tortuosos endireitaram.
Os homens tronaram-se justos.
A dor findou.
O pranto acabou.
O luto se foi.

Um comentário:

  1. Que texto lindo, Gisela!
    Me emocionei com a beleza e a força dessa construção!
    Grande beijo, thirza.

    ResponderExcluir