quinta-feira, 13 de maio de 2010

Basta de inflacionar a felicidade!

“O difícil nunca foi fácil”
(Esta frase foi dita por um senhor do meio futebolístico)
Rsrsrsrsrsr...

A infância, supostamente, seria o período mais fácil e alienado da nossa vida, mas sabemos que nem todas as crianças têm vivido este direito. Infelizmente!

Não temos explicações que bastem para nos convencer que a vida é mesmo assim, isto é, tão pesada para muitos e tão leve e divertida para poucos, a não serem aquelas desgastadas dos comunistas, aliás, são eles que gostam da pobreza. O pobre mesmo gosta de luxo. A classe média nem se fala.

Na verdade o sofrimento é democrático. Bate na porta do rico e dos remediados. Só que na porta do rico o mordomo é quem atende. Ele afoga suas tristezas no malte escocês, no SPA, na Dior e semelhantes. Os simples mortais tomam água com açúcar e vão dormir, pois precisam trabalhar no dia seguinte, pegar ônibus e metrô.

A vida não é fácil para ninguém, mas é pior para muitos. O fato é que neste mundo que jaz no maligno, a justiça além de cega é corrupta. Se dependermos das circunstâncias ideais para sermos felizes...vai ficar difícil.

Não estou amarga com a vida, mas apenas indignada com tanta frescura que eu mesmo exijo de mim para ser feliz. Hoje nós estabelecemos um padrão de felicidade tão “hitech” que praticamente inviabilizamos o projeto. Basta de inflacionar a felicidade!

Quais são as tuas exigências para a felicidade?

Às vezes, penso que só o fato de estar vivo e com saúde já é uma afronta para quem está doente e terminal.
Na verdade é muito bom ser saudável. É divertido comer pipoca no cinema. Jogar bola no parque. Usar roupa emprestada para ir ao casamento do primo. Comprar carro usado “zerinho”. Festa de um aninho do filho. Comer brigadeiro na colher com os amigos. Tomar tereré e chimarrão na rodinha. Beijar seu marido ou esposa na boca como se fossem ainda apenas namorados. Dar gargalhada do tropeção do amigo. Assistir na televisão homem aranha pela milionésima vez com os filhos. Dividir a conta do restaurante irmamente. Almoçar na casa da mãe, nem que seja a dele. Ir à Igreja e adorar a Deus. Ter direito a vida eterna. Pregar o evangelho. Ajudar ao próximo. Ler um livro esparramado no sofá. Estudar. Comer pizza...

A lista é grande de pequenas felicidades que se deixarmos nos farão felizes.
Não permita que esta frase alcance você "Eu era feliz e não sabia".
Seja feliz já!

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