quarta-feira, 9 de junho de 2010

Para quem olhamos quando vamos à Igreja?

Nós olhamos para as pessoas mais importantes. Gostemos delas ou não. Procuramos perceber os ânimos daqueles que nos rodeiam. Reparamos nos olhares e acenos, nas roupas e acessórios.

Registramos quem nos sorriu ou cumprimentou. Procuramos o nosso lugar que está marcado no invisível pela força do hábito. Qualquer movimento brusco e diferente será percebido como uma possível rejeição.

Olhamos para fora o tempo todo na procura das aparências que gostamos. Quando não achamos as coisas de acordo, um apito toca dentro de nós acusando falhas no sistema.

De repente, lembramos-nos das dívidas dos outros para conosco, parece providência divina. O fulano não podia ter feito aquilo, afinal, ele é um líder. Imediatamente um azedume, como azia espiritual, sobe até o coração.

O pensamento de ir à outra igreja, “só para conhecer”, surge como uma revelação do Espírito. Num momento de lucidez repreendemos o espírito imundo e desavisado que queria perturbar nossa paz e aí, começamos a orar, olhando para dentro de nós.

“Meu Deus, será que deixei o ferro de passar ligado?” “Nossa senhora, amanhã tenho que entregar aquele projeto”, “Não estudei para a prova”, “Comi de mais este fim de semana”, “Sai capeta de acusação, em nome de Jesus!”. É um inferno!

-Será que não dá para ser mais feliz na hora do culto?

A fé esquizofrênica entra em ação. Levantamos as mãos, fechamos os olhos e um rosto beatificado estampa-se em nós e começamos a cantar... O Deus do impossível não se esqueceu de mim... Sua destra me sustenta... Me faz prevalecer...

-Para quem Deus olha quando estamos na sua Igreja?

Não percam o culto de domingo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário