segunda-feira, 20 de maio de 2013

Quem pode descobrir a verdade no escuro da injustiça?

Salomão atendeu um caso muito difícil quando Rei em sua época em Israel. Estou referindo-me ao filho do Rei Davi, aquele que venceu Golias, o gigante filisteu, com uma atiradeira de matar passarinhos, cravando uma pedra no meio da testa do cidadão. Sabe quem? Pois é...

O caso é o seguinte: Vieram duas mulheres prostitutas que moravam numa mesma casa e que na qual, sozinhas, tiveram cada uma um filho menino. Um deles morreu, pois uma das mães, em questão, dormiu pesadamente sobre a criança que sufocando não resistiu. Não foi intencional, o crime, mas uma tragédia. Então, ambas se apresentaram ao Rei Salomão alegando serem a mãe da criança viva.

Salomão havia a pouco tempo orado ao Senhor Nosso Deus pedindo sabedoria para julgar as causas do povo, com justiça, pois eram muitos e ele se via sem condições para exercer tal papel de juiz. Deus deu a tal sabedoria, sem medidas, para o jovem rei e foi, aí, então, que as mulheres surgiram no contexto.

Uma mulher dizia que era vítima da outra. Ambas contavam a mesma história, ou seja, que pela manhã, viram ter em seu regaço uma criança morta, mas que não era o filho que havia parido, mas sim o da outra e que o menino vivo era o seu.

-Como saber a verdade, se na casa só estavam elas? Só Deus sabe a verdade, muitas vezes! Era uma palavra contra a outra!

Entendo que vamos passar por situações nas quais só Deus poderá ser o nosso juiz e que teremos que confiar na sua capacidade de nos fazer justiça, ainda aqui na terra dos viventes.

Salomão mandou trazer uma espada e dividir o menino ao meio e dar uma parte morta para cada uma das mães e resolver a questão desta forma. Parecia ser uma solução maluca, sem noção, horrível e indigna para um rei bom.

Na vida teremos provações deste tipo e se soubermos agir com generosidade, altruísmo, semeando com lágrimas, colheremos com alegria, sem dúvidas!

-Como a verdade veio à luz?

Não foi fácil! Uma delas, a verdadeira mãe, ao ouvir a sentença do Rei, decidiu dar o seu filho, perder seus direitos, para que a criança inocente vivesse. Com esta atitude de abnegação o Rei descobriu a verdade, pois a outra mulher se contentou com a injustiça que seria cometida contra o menino.

 As pessoas se revelam em suas escolhas, atitudes diante das fatalidades, injustiças e desgraças da vida.

"Você é aquilo que faz. Faz aquilo que senti. Senti o que pensa. Pensa quem é como pessoa!"

Imediatamente salomão suspendeu a sua sentença e mandou entregar o menino vivo a sua verdadeira mãe, pois a verdade havia vindo a luz!

Se estivermos dispostos a confiar em Deus, em situações impossíveis como a desta história, veremos a glória de Deus e o seu socorro, bem presente, em nossas vidas. Temos que crer! A fé remove as montanhas, mas a incredulidade as constrói!

"Eis que Deus é mui grande; contudo a ninguém despreza; é grande na força da sua compreensão. Não poupa a vida ao perverso, mas faz justiça aos aflitos. Dos justos não tira os olhos; antes, com os reis, no trono os assenta para sempre, e são exaltados." livro de Jó 36, Bíblia.

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